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04/02/2010
CUT-SC repudia ação da polícia catarinense contra líderes do MST
Reuniões de representantes dos movimentos sociais e comunidades na busca do esclarecimento e apoio a reivindicação de direitos, têm sido consideradas pela Polícia Militar e por uma parcela do Judiciário de Santa Catarina “coisas de bandido”, além de provocarem, por conseqüência, a criminalização dos movimentos sociais catarinenses. Por esses motivos, a Central Única dos Trabalhadores de Santa Catarina (CUT-SC) manifesta seu repúdio à prisão dos líderes Altair Lavratti, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra de Santa Catarina (MST/SC), do militante Rui Fernando da Silva Júnior e da líder comunitária Marlene Borges, que estava grávida no momento da prisão ocorrida no dia 28 de janeiro, em Imbituba. A
alegação do poder
público para as prisões são: esbulho
possesório (tomada violenta de um bem),
formação de quadrilha e incitação à
violência – justificativas questionadas até
mesmo por outras autoridades policiais do Estado de SC, uma vez que
nenhum ato
criminal tenha sido efetivado. A área de 200
hectares, principal motivo das ações, pertence ao Governo Federal e foi cedida
ao Governo do Estado para formação de uma Zona de Processamento de Exportações
(ZPE) em 1996, que desde então está abandonada, mas com alto custo de
manutenção aos cofres do Estado. Nos últimos oito
anos, houve um aumento considerável de violência e de criminalização dos
movimentos sindicais e sociais no Estado. Como exemplo, temos as repressões
sofridas por estudantes e servidores públicos, dentre outras categorias e
instâncias dos movimentos sindicais e sociais. A CUT-SC, diante de vários
enfrentamentos, sempre esteve presente com as lideranças na defesa da liberdade
e autonomia de organização e condena qualquer forma de repressão por parte do
Estado. Não podemos deixar que nosso direito de organização e luta de classes
por uma vida melhor seja criminalizado, sobretudo diante de uma realidade onde
tantos crimes provocados por líderes políticos não são se quer questionados. É
preciso continuar a luta e exigir respeito. CUT – Santa Catarina Florianópolis, 03 de fevereiro de 2010
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