|
Escola
Sul da CUT realizou Seminário Regional sobre o atual momento sindical
O
Seminário teve a participação de cerca de 200 lideranças e assessores sindicais
vindos das Entidades Sindicais dos três estados do sul do Brasil e marcou a
comemoração dos 18 anos de vida da Escola Sindical Sul, com sede em
Florianópolis. A realização do Seminário “A CUT no atual cenário do movimento
sindical brasileiro”, realizado nos dias 12 e 13 de junho, foi ao encontro das
indagações que os/as dirigentes estão fazendo sobre as reformas implementadas
pelo Governo Federal, entre as quais o reconhecimento legal das Centrais
Sindicais e da possibilidade de pluralidade sindical nas instâncias superiores
(Federações e Confederações).
No
primeiro dia, pela manhã, o Prof. Antônio Cattani (UFRGS) explanou sobre a
divisão de classes e a distribuição da riqueza no mundo e no País. À tarde, a
presença de Marilene Oliveira – Assessoria do Ramo Químico da CUT – e Antônio
Carlos Spis – Dirigente da Direção Executiva da CUT – proporcionaram a apresentação
de dados concretos de como esta a organização dos trabalhadores no Brasil, os
problemas enfrentados pela classe trabalhadora. Marilene ressaltou, logo no
início, que “para garantirmos avanços
estratégicos nos direitos para a classe trabalhadora é necessário termos
regulamentação sim, de outra forma não será respeitado pelos patrões e
governo”. Spis lembrou que “representamos
somente uma parcela dos trabalhadores, aqueles que estão na economia solidária
e trabalhando informalmente não estão vinculados a Central por meio dos
sindicatos”.
No
segundo dia, a presença de Clemente Ganz Lúcio (DIEESE), Jacir Zimmer
(FETEC-CUT-SC), Júlio Turra (Direção Executiva da CUT) e José Lopez Feijóo
(Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) comporão a mesa final.
Clemente começou o debate resgatando a forma de organização da sociedade atual,
relatando que os processos de trabalho modificaram, que há diferenças de
organizar os trabalhadores das diversas categorias – entre as quais lembrou dos
metalúrgicos, comerciários, trabalhadores em telemarketing, e outros – afirmando
que será necessário romper com o atual modelo de organização dos trabalhadores,
avançando para a organização por ramo de atividade, compreendendo o processo
produtivo nos momentos de negociação. Jacir, que vive a experiência de estar no
local de trabalho após longo tempo a frente do sindicato, afirmou que os
trabalhadores têm outros objetivos para o sindicato e os dirigentes liberados
para as entidades sindicais não dialogam com esses objetivos de interesses
imediatos, muito vinculados a salário e saúde. Turra ressaltou o atual momento da
organização sindical, onde várias correntes sindicais tomam a posição de sair
da organização central por interesse de ter o direito ao imposto sindical. Continua,
afirmando que “a CUT vem lutando para ter
fim deste imposto e pela criação Taxa Negocial, que entre outras diferenças,
deve ser aprovada pela categoria em Assembléia”. Feijóo firmou posição que “as lutas somente acontecem desde que os
dirigentes e trabalhadores estejam convencidos e venham para a trincheira, caso
contrário, não são alguns dirigentes da Central que vão modificar a realidade”.Ressaltou
que não é possível ficar a mercê dos
interesses dos patrões, se faz necessário
ter um maior envolvimento da base para ampliar as conquistas para a
categoria e
para a classe trabalhadora.
|