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11/03/2008

Magistério catarinense entra em greve e reivindica dignidade na Educação

 Os trabalhadores em Educação da rede pública de Santa Catarina deliberaram greve por tempo indeterminado no último 05 de março em assembléia estadual que reuniu cerca de 2.500 pessoas na cidade de Florianópolis. A categoria do magistério demonstrou insatisfação com a realidade do ensino público catarinense e a forma como o Governo do Estado trata a Educação e a decisão pela greve foi quase que unânime.

A paralisação no magistério deve permanecer até que o Governo apresente uma resposta às reivindicações da categoria. Há mais de um ano, o SINTE/SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina) busca junto ao governador Luís Henrique da Silveira (PMDB) resgatar a dignidade do ensino público, gratuito e de qualidade. A alegação do governo é de que o Estado obedece a lei de responsabilidade fiscal e a arrecadação estadual.  

Os trabalhadores reivindicam: incorporação do abono a partir de abril + 6, 81% de reajuste, totalizando um piso inicial de R$ 650,00;-equiparação do piso salarial aos demais servidores públicos de Santa Catarina;-vale-alimentação mensal e equiparado aos professores da UDESC (Universidade de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina), extensivo aos aposentados, serventes, vigias e merendeiras;-encaminhamento do projeto de lei para eleição direta para a direção de escolas;-plano de saúde para os ACTs;-regularização da situação de serventes, vigias e merendeiras;-políticas públicas de combate à violência nas escolas; e implementação da Lei 10.639;-extinção do processo de reenturmação no segundo semestre do ano letivo;-condições dignas de trabalho para os trabalhadores em Educação.

O governador Luis Henrique da Silveira, através do secretário da Educação, Paulo Bauer, apresenta:-fim da paridade entre ativos e aposentados;-para professores, pagamento mensal de verba indenizatória – não é abono! – a partir de março com valores de R$ 100,00 nos meses de março, abril, maio, junho e julho; e de R$ 200,00, por mês, a partir de agosto;

-para especialistas e assistentes, o pagamento é de R$ 75,00 a partir de março; e R$ 150,00 a partir de agosto;-o valor da indenização anunciada também será devido aos professores - efetivos e ACTs – que têm regime de trabalho de 30, 20 e 10 horas semanais e o valor será pago proporcional a sua carga horária;-a otimização de recursos humanos na Educação mediante a contratação de menor número possível de professores ACTs;-terceirização da merenda escolar, demissão de merendeiras e serventes;-mudanças na estrutura da Educação com a transformação dos CEDUPs (Centros de Educação Profissional) e do IEE (Instituto Estadual de Educação) em fundações;-municipalização dos CEIs .

 

Informações encaminhadas pelos diretores do SINTE/SC: Anna Júlia Rodrigues (secretária geral) e Paulo Roberto Gonçalves (secretário de Organização e Interior)

 

 

Fonte: SINTE/SC

Assessoria de imprensa do SINTE/SC

jornalista Tina Braga (MTb/RS 5853/44/27)

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