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Desde
o início da semana, trabalhadores e dirigentes sindicais de várias
entidades sindicais e do
movimento social, entre as quais a CUT, estão mobilizados em Criciúma para
reivindicar a reintegração de cinco dirigentes sindicais que foram
demitidos das indústrias plásticas de Criciúma nos últimos dias, gerando
um clima de desconforto entre trabalhadores e empresários no momento em que
estão sendo abertas as negociações do acordo coletivo da categoria.
Várias
ações já foram realizadas, mas até o momento o Grupo Empresarial Jorge
Zanatta, dona das indústrias Inza e Canguru, onde aconteceram as demissões
não se pronunciaram a fim de resolver o impasse. Desde quarta-feira (16 de
maio), sindicalistas e trabalhadores estão acampados em frente a empresa a
fim de chamar atenção da sociedade e pressionar a direção empresarial.
Os
trabalhadores e sindicalistas, prometem ficar acampados até que o haja
reintegração dos trabalhadores demitidos.
Saiba
mais:
No
dia 13/05/2007 (segunda-feira), aconteceu
uma reunião às 9h desta na Câmara de Vereadores de Criciúma vai tentar
encontrar ponto de convergência para o fim impasse entre as indústrias
Inza e Canguru, do Grupo Empresarial Jorge Zanatta e o Sindicato dos
Trabalhadores das Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas. O
presidente do sindicato, Carlos de Cordes, o Dé, o
presidente da Federação dos Trabalhadores da Indústria de Santa Catarina
(Fetiesc), Idemar Antônio Martini e o representante da CUT,
Romero de Souza, levaram o problema aos vereadores na última
quinta-feira, ganharam apoio e voltam a se reunir com os parlamentares nesta
segunda. Os trabalhadores não abrem mão da readmissão dos demitidos,
entre eles um dirigente que estava há 28 anos na Inza.
No dia 14/05/2007,
O fosso entre patrões e trabalhadores do setor plástico de Criciúma e
região se aprofundou nesta manhã. O sindicato patronal não compareceu à
reunião marcada pela Câmara de Vereadores na última sexta-feira para
encontrar pontos de convergência e acordo entre as partes em relação a
demissões injustificadas que vêm ocorrendo entra trabalhadores das indústrias
Inza e Canguru, ambas do Grupo Empresarial Jorge Zanatta. A reunião, no
entanto, foi mantida, onde os vereadores que participaram decidiram estudar
posicionamento mais incisivo dos parlamentares em relação ao enfrentamento
que está posto entre patrões e trabalhadores, defendendo a abertura do diálogo,
que consideram fundamental.
No
dia 15/05/2007, chegam sindicalistas de várias categorias de municípios
catarinenses, incluindo representantes do MST, para Ato que aconteceu na
manhã desta quarta-feira.
No dia 16/05/2007,
dezenas de dirigentes sindicais e de movimentos sociais de vários municípios
catarinenses, ocupam desde a madrugada uma área próxima à Canguru
para protestar contra a demissão de cinco sindicalistas. A manifestação provocou
uma reunião entre trabalhadores e patrões do setor plástico de Criciúma
e região que, ao contrário do que se esperava, não apresentou nenhuma
evolução na relação entre as partes. Muito pelo contrário. O sindicato
patronal, presidido pelo empresário Jaime Zanatta, abriu o
encontro, na sede da Acic, lendo correspondência que recebeu das indústrias
Canguru e Inza, do Grupo Empresarial Jorge Zanatta, desautorizando-o a
entabular qualquer negociação em torno das demissões dos cinco dirigentes
sindicais que promoveu nos últimos dias. Os empresários queriam, na reunião,
apenas continuar os debates da negociação salarial dos trabalhadores, no
entanto os trabalhadores, ponderando que as demissões atingem a soberania
de toda a categoria, não concordaram em continuar a reunião, separando os
dois assuntos.
Na noite do dia16/05/2007, a
Direção da Canguru Embalagens decide
dispensar os trabalhadores que entrariam na jornada que iniciaria às 22
horas, estratégia essa utilizada para impedir que um movimento grevista
iniciasse essa noite na empresa. A decisão pela greve já havia sido tomada
pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas
e Farmacêuticas de Criciúma e Região, em reunião realizada no início da
noite, depois de tentativa frustrada de negociação com a diretoria do
sindicato patronal pela readmissão de cinco dirigentes sindicais demitidos.
Os trabalhadores que deixaram a fábrica por volta de 22h informaram que
foram orientados para aguardar em casa o desenrolar do movimento e que amanhã
a diretoria deveria se posicionar. Até o momento, apesar de esperada,
nenhuma nota foi expedida pela direção da Canguru. O movimento sindical
instalado em Criciúma, com representantes de entidades de todas as regiões
do Estado considerou normal e esperada a situação criada pela Canguru.
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