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Nesta
quarta-feira (4), a partir das 13 horas, na Quadra dos Bancários (Rua
Tabatinguera nº 192 – próximo ao metrô Sé), as centrais sindicais
farão uma plenária para organizar as mobilizações em defesa da manutenção
do veto presidencial à Emenda 3 que ocorrerá em 10 de abril - Dia
Nacional de Lutas.
A
derrubada do veto coloca em jogo todas as conquistas dos trabalhadores
como: férias, 13º salário, o descanso semanal remunerado, FGTS, licença-maternidade,
vale transporte,
vale-alimentação, assistência médica e previdenciária. O
material que esclarece os riscos da Emenda 3 para a classe trabalhadora
está disponível na página CUT (www.cut.org.br),
O que é a emenda 3 - A emenda 3 é uma invenção de um
grupo de deputados e senadores para favorecer os patrões que não gostam
de pagar os direitos dos trabalhadores. Esses deputados enfiaram a emenda
no projeto de lei que cria a Super-Receita. Se a emenda 3 não for destruída,
uma nova lei vai impedir os fiscais do Ministério do Trabalho e da Previdência
de punir as fraudes contra os trabalhadores em empresas que:
-
não assinam a Carteira de Trabalho de seus funcionários;
-
obrigam esses funcionários a abrir empresa e a emitir nota fiscal, como
se eles fossem grandes empresas prestadores de serviço e não
trabalhadores que dão expediente todo o dia e estão sujeitos a regras e
disciplinas típicas de quem é contratado em carteira;
-
não pagam o salário se o funcionário não emitir nota fiscal;
-
dispensam o trabalhador que resiste a se tornar pessoa jurídica (PJ) e a
emitir nota fiscal.
No
sistema PJ o trabalhador é visto como se fosse uma empresa. Por isso
deixa de receber 13º salário, férias remuneradas, FGTS,
vale-transporte, vale-refeição, assistência médica e aposentadoria. Além
de ter esses direitos roubados, continua recebendo o mesmo salário. Ainda
tem que bancar do próprio bolso o transporte, o almoço e até o INSS, se
quiser se aposentar. E todo o mês precisa pagar imposto de renda,
impostos para a prefeitura e ainda um escritório de
contabilidade. Se não pagar essas taxas, fica com o nome sujo.
Conforme
a CUT, o roubo via PJ já acontece em diversas empresas. Os trabalhadores
se submetem porque do contrário são demitidos. Se a emenda 3 passar, a
situação vai piorar. Os fiscais do governo, que hoje têm o poder de
denunciar esses patrões e forçá-los a regularizar a situação dos
trabalhadores, serão proibidos de cumprir essa missão. Aí, até quem
ainda tem carteira assinada vai ser “convidado” pelo patrão a abrir
firma e emitir nota fiscal.
Pela
Emenda 3, se alguém quiser reclamar vai ter de procurar a Justiça. No
fundo, os deputados e as empresas que defendem a Emenda 3 querem acabar
com a carteira de trabalho e suprimir os direitos trabalhistas.
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