Twitter Facebook YouTube

CUT SC > LISTAR NOTÍCIAS > DESTAQUES > COM TEMER, PAÍS TEM MAIS EMPREGOS PRECÁRIOS E MAL REMUNERADOS

Com Temer, País tem mais empregos precários e mal remunerados

26/02/2018

Segundo IBGE, número de trabalhadores sem carteira aumentou 5,7% e o rendimento é 44% menor do que o dos trabalhadores que têm carteira assinada

Escrito por: Marize Muniz

O Brasil está gerando mais empregos precários e mal remunerados, aponta Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgado nesta sexta-feira (23) pelo IBGE. 

Em 2017, o número de trabalhadores e trabalhadoras sem carteira assinada, portanto, sem direito a férias e 13º salário, entre outros benefícios, aumentou 5,7% - o de trabalhadores formais caiu 2%. 

Além de não terem direitos, os informais recebem, em média, 44% menos do que o trabalhador que tem carteira assinada. 

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, esses dados mostram a incapacidade do golpista e ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) de propor medidas para aquecer a economia do país e assim gerar emprego decente, e derrubam o discurso de que a reforma Trabalhista contribuiria para criar milhões de empregos no Brasil. 

“O fato é que ele legalizou o bico por meio de sua reforma e, com isso, criou o cenário ideal para empresários inescrupulosos explorarem uma mão de obra que se torna barata pela total falta de opção e desespero”.

“O que gera emprego não é a retirada de direitos, não é flexibilização, é crescimento econômico. E a economia do Brasil só vai voltar de fato a crescer quando o governo aumentar os investimentos público e privado, e o povo voltar a consumir porque têm emprego e acreditam na política econômica”, diz Vagner. 

O dirigente diz, ainda, que é preciso aumentar o acesso ao crédito, o gasto público e os salários, não o contrário, como os golpistas parecem acreditar. “Sem investimentos em máquinas, ciência, tecnologia e educação o país não voltará a crescer, muito menos gerar emprego decente e renda”, afirma Vagner. 

O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, confirma que a crise econômica contribuiu para a precarização do trabalho. Segundo disse em entrevista à um portal de notícia da grande imprensa,  só entre 2014 e 2017, o Brasil perdeu cerca de 3 milhões de postos de trabalho com carteira assinada e, “com isso, aumentou o número de trabalhadores contratados sem carteira assinada e por conta própria”. 

Rendimento dos trabalhadores com carteira e dos sem carteira

Segundo o IBGE, no 4° trimestre de 2017 a média de rendimento mensal do trabalhador com carteira assinada no país era de R$ 2.090. Já o rendimento dos sem carteira assinada era de R$ 1.179 - uma diferença de R$ 911. No mesmo trimestre de 2016, a diferença entre o valor pago (já descontada a inflação) era menor - 40,5% ou R$ 818.

Trabalho por conta própria tem renda 25% menor do que os formais

A pesquisa também mostrou que o trabalho por conta própria aumentou 4,8% e que o rendimento médio em 2017 foi de R$ 1.567 - um pouco superior ao dos empregados sem carteira assinada, mas 25% menor que o dos trabalhadores formais.

Rendimento médio cresce 1,6% em 1 ano

O rendimento médio de todos os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, com e sem carteira arteira assinada, cresceu 1,6% - no caso dos trabalhadores com carteira assinada o aumento foi de, em média, 3,6% maior do que o recebido no ano anterior. Já o rendimento dos sem carteira caiu 1,8%, enquanto o do trabalhador por conta própria subiu 1,2%.

  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

TV CUT
João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta solidariedade a sindicalistas coeranos presos.
João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta solidariedade a sindicalistas coeranos presos.

João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta(...)

RÁDIO CUT
Programa DizCUT Jornal dos Trabalhadores

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES DE SANTA CATARINA
Rua Visconde de Ouro Preto, 87 | Centro | CEP 88020-040 | Florianópolis | SC
Fone: (048) 3024-2053 | www.cut-sc.org.br | e-mail: cut-sc@cut-sc.org.br