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Trabalhadores rurais do MST e FETRAF-SC ocupam Incra em São José

17/10/2017

Para dar continuidade a Jornada de Lutas do MST, nesta terça-feira cerca de 250 trabalhadores rurais do MST-SC e da FETRAF-SC ocuparam a sede do Incra, em São José. A mobilização é um protesto à lei orçamentária que o Governo Temer enviou ao congresso nacional e que diminui os repasses para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária.

Escrito por: Pricila Baade

Durante esta terça-feira (17), trabalhadors rurais do MST ocuparam sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em pelo menos nove estados e o Ministério do Planejamento, no Distrito Federal, dando continuidade a Jornada Nacional de Lutas. Em Santa Catarina, cerca de 250 trabalhadores rurais do MST-SC e da FETRAF-SC ocuparam a sede do Incra, em São José. A mobilização é um protesto à lei orçamentária que o Governo Temer enviou ao congresso nacional e que diminui os repasses para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária.  

Os agricultores chegaram durante a manhã e espalharam diversas faixas com frases de rejeição às ações do governo Temer, principalmente a Reforma da Previdência. Os trabalhadores ocuparam todos os espaços para pressionar o Governo a atender seus pedidos. No início da tarde, uma audiência foi realizada para apresentar a pauta de reinvindicações para o Incra, com a presença da direção do INCRA, funcionários do instituto, trabalhadores assentados e/ou acampados da Reforma Agrária e agricultores. A CUT SC, se fez presente se solidarizando à ação de resistência daqueles que lutam pelo direito à terra.

Entre os pedidos está a revisão do orçamento para reforma agrária de 2018, já que em 2015 foram destinados R$ 800 milhões para desapropriações e em 2017 esse valor caiu para R$ 34,2 milhões, um corte de 86,7%. Durante o encontro, Vilson Santin, coordenador do MST em Santa Catarina, falou sobre sua indignação com os cortes drásticos do governo Temer para a reforma agrária e sobre o Incra ser parceiro e defender o movimento Sem Terra. “Nós não somos inimigos, queremos que os funcionários do Incra conheçam nosso movimento para nos apoiar e perceber que somos os mais vitimizados em tudo isso”.

Irma Brunetto, coordenadora do MST em Santa Catarina, também falou sobre a importância das lutas nunca pararem “Quando os assentamentos começaram, não existia nenhuma política de reforma agrária, tudo que existe hoje foi criado graças à pressão do movimento Sem Terra”.

A pauta ainda pede a obtenção de terras, a melhora na infraestrutura dos assentamentos e a continuidade dos programas que beneficiam a reforma agrária, o crédito fundiária e a compra de alimentos, como o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Fomento Mulher. Os trabalhadores rurais ocuparão o Incra até esta quarta-feira de manhã, quando dirigentes do MST e da FETRAF se reunirão com representantes do Incra para discutir a pauta.

Para Adriana Maria Antunes de Souza, secretária de Comunicação da CUT-SC, que esteve presente no Incra, mais do que nunca os trabalhadores do campo e da cidade devem estar unidos para resistir aos desmontes de direitos que este governo está proporcionando. “Os ataques aos direitos estão sendo feitos de uma forma muito voraz, quase não dando tempo de nossa reação. Precisamos estar atentos e vigilantes. Esse governo, além de congelar por 20 anos os investimentos nas políticas públicas essenciais, já conseguiu a aprovação da Reforma Trabalhista que precariza a relação de trabalho e devassa a vida dos trabalhadores. Além disso, os cortes em políticas fundamentais como a reforma agrária e de fortalecimento da agricultura familiar são maldades de uma irresponsabilidade que não podemos deixar passar. Estamos juntos na resistência!”.

Ato contra a Reforma da Previdência
Para fortalecer o movimento de lutas, nesta quarta-feira (18) dirigentes da CUT-SC e sindicatos cutistas se juntarão ao MST para uma ação na Assembleia Legislativa, a partir das 9h. A ação irá tratar da proposta de Reforma da Previdência que está tramitando no Congresso Nacional, a crise no preço do leite e os cortes no orçamento. Um ofício será entregue para todos os deputados estaduais para pedir apoio nos assuntos.

 

 

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