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Pelo fim da violência física e virtual

24/08/2017

Nota de repúdio a violência física e virtual sofrida pela professora Marcia Friggi

Escrito por: Direção da CUT-SC

A direção da CUT-SC vem a público repudiar veementemente as duas agressões que sofreu a professora da rede pública municipal de Indaial e professora do estado, Marcia Friggi. Agredida com um soco no olho na última segunda, dia 21 de agosto, a professora usou as redes sociais para denunciar uma situação infelizmente rotineira nas salas de aula, a violência contra os professores.

Ao invés do que muitos pensavam, a professora não destilou ódio contra o seu agressor, um jovem de 15 anos, num desabafo nas redes sociais, minutos depois da agressão, ela criticou o não investimento dos governantes em educação e a falta de valorização da sociedade para com os professores.

Passado três dias da violência física, Marcia Friggi, professora de Língua Portuguesa ainda sofre mais um tapa na cara de parte da sociedade: agressão nas redes sociais pelo posicionamento crítico de Márcia. Se já não bastasse o sofrimento em decorrência da violência física sofrida pela educadora, acompanhamos nas redes sociais, homens e mulheres justificando a violência embasados em opiniões pessoais da professora sobre a política nacional.

Márcia foi agredida e a sua primeira manifestação não foi odiar o estudante que a agrediu, a professora que acredita no poder de transformação da educação, logo nas primeiras entrevistas já falou de quem era a responsabilidade daquele soco. Para ela o soco foi dado por todos, pela sociedade, pela mídia, pelo governo e pelos pais que não valorizam os professores e professoras do país.

Nós, trabalhadores e trabalhadoras da CUT-SC acolhemos a professora Marcia. É preciso que o estado tome medidas sérias de combate à violência escolar. A CUT-SC já denunciou o descaso do governo do estado e das administrações municipais com a falta de valorização dos professores e o não cumprimento obrigatório de investimento de 25% dos impostos na educação. É preciso também pensar em políticas públicas que evitem que jovens, como o agressor de Marcia, tomem o caminho da violência como sua única opção de vida. O estado preciso garantir a ressocialização de jovens infratores, como está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA.

Não há mais espaço para tanta violência em nossa sociedade! Precisamos transformar a nossa solidariedade externada para a professora Marcia, em ação e resistência contra os que apostam na derrota de uma educação transformadora!

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