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A mídia e a justiça a serviço do golpe no país

21/07/2017

No último dia da Plenária da CUT-SC, o debate sobre o judiciário e a imprensa brasileira, envolveu os dirigentes sindicais, que definiram o seu plano de lutas para o próximo período

Escrito por: Sílvia Medeiros

Avaliar como a justiça e a mídia hegemônica brasileira contribuíram com o golpe de estado e com a retirada de direitos da população, esse foi o tema da segunda mesa de debates da Plenária e Congresso Extraordinário da CUT-SC, que aconteceu na manhã do dia 20 de julho, no Hotel Canto da Ilha em Florianópolis.

Com a presença do advogado e professor de direito, Fernando Hideo Lacerda e do jornalista, repórter da Record e fundador do site Viomundo, Luiz Carlos Azenha os participantes puderam aprofundar o conhecimento sobre a influência destes dois poderes e como a justiça e a imprensa formatam a sociedade brasileira.

O advogado Fernando Hideo questionou a condução da Operação Lava Jato

Para o advogado Hideo, a sociedade brasileira possui uma divisão “invisível” de castas, igual e até pior que a cultura indiana, que separa as pessoas hierarquicamente e exclui quem não pertence a um determinado grupo. “O papel principal da mídia e do poder judiciário é inviabilizar a visibilidade dessas castas”. Para ele o país nunca superou a cultura da escravidão e ainda vivemos numa sociedade dividida entre os senhores da casa grande, a senzala e o capitão do mato. “O estado de direito brasileiro funciona somente para quem tradicionalmente ocupou a casa grande, tendo o judiciário como capitão do mato e o povo de classes baixas, fazem parte da senzala”, comparou Hideo.

O advogado criminal avalia que vivemos num estado de exceção e critica a forma como a Operação Lava Jato, conduzida pelo juiz Sergio Moro que investiga desvios na Petrobrás, tem sido conduzida nos últimos anos. Para ele duas leis influenciaram essa postura da justiça brasileira, a Lei 12.850 de 2013 que trata de uma definição de organização criminosa e criou novas formas de conseguir provas, como a delação premiada, muito utilizada na operação Lava Jato, em que beneficia  o delator (também criminoso) com diminuição da pena e outros benefícios. Outra lei é 12.846 também de 2013, conhecida como lei anticorrupção em que permite a justiça definir quem ela considera corrupto, dentro de suas avaliações. Para ele, essa lei é embasada de forma muito insegura, pois permite ao juiz definir quem ele considera corrupto.

O jornalista Azenha teve divulgada no domingo (16 de julho), uma reportagem sobre a corrupção da Rede Globo

O jornalista Azenha, falou da estrutura da rede Globo e como o seu poder influencia na vida do povo brasileiro. O repórter, que já trabalhou dentro da emissora, diz conhecer “os intestinos da Rede Globo” e que a manipulação das mentes vai muito além do jornalismo. “Não é só nas notícias que se constroem padrões, é nas novelas, nos filmes e nos programas de entretenimento. Hoje a Globo domina o sentido do Brasil, ela controla  a maioria dos museus e da produção cultural”.

Para ele  projeto defendido pela rede Globo é muito além da retirada de direitos do povo, é a mudança do sistema político e a destruição da política brasileira. “Os meios de comunicação buscam mais do que se vê. A Globo não quer só desmantelar o lula e o que ele representa, ela quer demolir o sistema político”, reflete Azenha.

No período da tarde as mudanças sugeridas nos grupos de trabalho ao texto tese nacional e texto estadual foram colocadas em votação e apreciação do plenário. No encerramento foram eleitos os delegados e delegadas catarinenses que vão representar o estado na Plenária e Congresso extraordinário da CUT nacional que acontece no final de agosto em São Paulo.

Para Anna Julia Rodrigues, presidenta da CUT-SC os dois dias de Plenária foram de extrema importância para organizar a luta para o próximo período. “Os temas que a gente propôs e trouxemos para as mesas, nos abriram diversas linhas de atuação e de estratégias de luta. Foram excelentes momentos de debate e reflexão que nos fortaleceram para a resistência que temos que fazer no próximo período”.

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