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Unidade dos trabalhadores reforça a luta dos servidores em Florianópolis

16/02/2017

A greve continua, o prefeito não sinalizou negociação e a próxima assembleia da categoria está agendada para segunda-feira, dia 20 de fevereiro

Escrito por: Sílvia Medeiros

É muito grave! Se a população de Florianópolis que utiliza do serviço público tivesse noção da gravidade do Pacote de Maldades do prefeito Gean Loureiro do PMDB, talvez a passeata histórica da tarde do dia 16 de fevereiro, que reuniu mais de 10 mil trabalhadores, se multiplicasse!

O ato reuniu os trabalhadores do serviço público municipal de Florianópolis e centenas de trabalhadores de outros municípios e categorias. O recado foi dado nas ruas, se o prefeito não revogar as propostas que retiram direitos, a paralisação só vai aumentar e outros trabalhadores vão aderir à greve. Como é o caso dos trabalhadores no transporte público, que em assembleia nessa semana, já tiraram um encaminhamento de paralisação em apoio aos servidores municipais.

A médica Camila Boff, trabalhadora do serviço público municipal de Florianópolis desde 2010, mesmo grávida de 6 meses, participou de toda a caminhada. O motivo da luta dela vai além das causas pessoais, como o fim da licença prêmio e o fim do adiantamento do décimo terceiro para as trabalhadoras gestantes. “Eu não estou na greve por causa disso, eu estou na greve por causa da extinção do Fundo Municipal de Saúde”.

A servidora que trabalha no Sistema Epidemiológica da cidade, explica que a extinção desse fundo, compromete todo o atendimento nos Postos de Saúde da Família – PSF.  “O Fundo Municipal de Saúde, é um recurso constitucional que cada prefeito é obrigado a ter e ali se deposita o percentual mínimo que os prefeitos tem que investir. É para ali que vão os repasses do governo estadual e federal. Sem fundo a gente fica sem o requisito constitucional de receber o repasse”, explica Camila. De acordo com ela a verba do governo federal custeia em torno de 40 a 50% dos PSF e sem receber esse recurso, inviabiliza o atendimento.

São tantas maldades do pacote do Gean, que para Ana Claudia Silva, diretora de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Florianópolis – Sintrasem, é imensurável a gravidade das medidas que o prefeito tomou logo nos primeiros dias de mandato. “Quando a gente conversa nas comunidades e explica o que se trata o pacote de maldades do Gean é imediato o apoio da população para o nosso movimento”.

Em greve há 31 dias os trabalhadores no serviço público municipal encampam uma luta histórica de resistência ao que alguns chamam de projeto laboratório. Na avaliação de lideranças sindicais do estado, como Lizeu Mazzioni, presidente da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Santa Cataria – FETRAM/SC, caso esse projeto não seja derrotado em Florianópolis, a receita será feita em vários municípios do país.

Anna Julia Rodrigues, presidente da CUT-SC, compara a arbitrariedade do prefeito Gean com o governo do seu correligionário, o presidente golpista Michel Temer. Para ela, ambos tem como projeto a retirada de direitos dos trabalhadores. “O que o Gean faz em Florianópolis é o que o Temer quer fazer no país. Retirar os direitos dos servidores, sucatear o serviço público e entregar para a iniciativa privada a administração das políticas públicas da cidade”.

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