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É greve, é luta!

11/11/2016

Greve geral em Santa Catarina mobilizou mais de 20 cidades por todo o estado

Escrito por: Sílvia Medeiros

Trabalhadores deixam o seu recado: se mexer com os nossos direitos, nós vamos parar o Brasil! Essa foi a mensagem nesse dia 11 de novembro em várias cidades catarinenses que fizeram paralisações e manifestações em protesto contra a retirada de direitos. As principais bandeiras de luta desse dia histórico são: contra a PEC 55 (antiga 241); a reforma da previdência; a medida provisória de reforma do ensino médio; contra a entrega do pré-sal ao estrangeiro e contra a reforma trabalhista.

Anna Julia Rodrigues, presidente da CUT-SC destacou a mobilização do estado e falou do envolvimento da sociedade com as atividades. “Aos poucos a população está percebendo quem serão os grandes prejudicados com todos esses projetos. Eles esperam de nós, representantes de classe, uma reação, uma forma de dizer que não aceitaremos calados nenhuma retirada de direitos”. Segundo a presidente, dia 11 é a sequência de várias mobilizações que já aconteceram na defesa dos direitos e o esquenta para outros dias de greve. “Ou os políticos param de mexer nos direitos dos trabalhadores ou nós paramos o Brasil”, concluiu Anna Julia.

Manifestação em Florianópolis reuniu cerca de mil pessoas

Região da Grande Florianópolis - A capital catarinense amanheceu sem transporte público, os trabalhadores do transporte ficaram parados das 5 da manhã até às 9 horas. Além destes trabalhadores os professores estaduais, trabalhadores na saúde pública estadual, trabalhadores no serviço público municipal de Florianópolis, São José e Palhoça também decretaram um dia de paralisação.

A tarde para encerrar os atos os trabalhadores e estudantes da UFSC vieram de caminhada da universidade, debaixo de sol num trecho com mais de 10 quilômetros, até o centro e se juntaram aos demais trabalhadores que estavam concentrados na Praça Tancredo Neves. O encontro acabou ocorrendo em frente ao IFSC da capital, pois os trabalhadores seguiram até o instituto federal em solidariedade aos estudantes que estão ocupados e hoje paralisaram todas as atividades da escola.

Chapecó a concentração começou na Praça Bertaso

Região Oeste – A região oeste foi a que registrou o maior número de atividades, além da paralisação total dos trabalhadores do serviço público municipal de Chapecó e região, dos trabalhadores na agricultura familiar, eles contaram com o apoio dos movimentos sociais, muito forte naquela região em especial o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Movimento dos Atingidos por Barragens, Movimento das Mulheres Camponeses e Movimento Estudantil.

Em Chapecó o ato reuniu mais de 7 mil pessoas, que ocuparam as ruas da cidade pra protestar, destaca-se um Abraço no INSS, simbolizando o cuidado que os trabalhadores tem com seus direitos previdenciários, o debate teve ponto alto em frente a GERED (Gerencia Regional de Educação), já que Chapecó é a cidade do estado que mais possui Escolas Ocupadas e a repressão está sendo muito forte contra os estudantes. A caminhada pela Avenida Getúlio Vargas manteve o Centro de Chapecó praticamente parada por duas horas, o ato foi concluído em frente à ACIC/CDL que ajudaram a patrocinar o golpe. Em Xanxerê a mobilização, que também contou com o apoio da agricultura familiar, reuniu mais de 2 mil pessoas num grande ato. Em Concórdia a passeata aconteceu a tarde e percorreu as principais ruas da cidade. Em Pinhalzinho e Dionísio Cerqueira, cerca de mil pessoas em cada cidade, foram às ruas protestar contra os projetos do Temer. Em São Miguel do Oeste, Palmitos, Xaxim e Joaçaba, também fizeram atividades, muitas delas com o apoio de estudantes e professores das escolas públicas, IFSC e UFFS.

Região Sul – A concentração começou na Praça Nereu Ramos, no centro de Criciúma. Com um telão montado e vídeos que falavam dos prejuízos dos projetos à toda população, aos poucos o povo foi chegando.

Em seguida, os trabalhadores do serviço público municipal de Criciúma, que decretou paralisação no dia 11, junto com demais trabalhadores de outras categorias, seguiram em caminhada nas principais ruas da cidade. Ocuparam o terminal de ônibus por alguns minutos e depois foram, para um ato de escracho, em frente à casa do deputado federal que votou à favor da PEC 241, Ronaldo Benedet do PMDB e em seguida da casa da deputada Geovania de Sá do PSDB.

A tarde as atividades continuaram no centro da cidade com apresentações artísticas de um músico que cantou canções de luta, em seguida um grupo de teatro da Unesc “Coletivo pela Democracia” encenou uma peça que simulava o julgamento popular de Michel Temer. Para encerramento os trabalhadores aprovaram uma carta que será enviado aos senadores e se comprometeram em vigiar as votações e paralisar, caso aprovem algum projeto que retire direitos.

Atividade no Calçadãod e LagesRegião Serrana – Teve ato também na cidade do governador Raimundo Colombo, em Lages. Trabalhadores do serviço público foram até o calçadão e deixaram o seu recado, contrários as medidas de Michel Temer. Além de Lages, Fraiburgo, Curitibanos e Correia Pinto realizaram ações.

Região Vale – Juntos com os professores da rede estadual, os trabalhadores do serviço público municipal de Blumenau fizeram uma atividade em frente à prefeitura da cidade. Em Rio do Sul um grande seminário que debateu as reformas da previdência e a PEC 55, reuniu trabalhadores e estudantes. Em Ituporanga, os alunos de escolas públicas, junto com os professores fizeram na parte da manhã, um ato de protesto.

Região Norte – Na cidade de Jaraguá do Sul, em frente a prefeitura, trabalhadores do serviço público municipal e professores da rede estadual, fizeram um ato para dialogar com a população. O sindicato dos servidores públicos municipais de Joinville e Itapoá, discutiram com seus trabalhadores sobre os impactos dos projetos para a sociedade e fizeram um dia de paralisação.  Na praça da Bandeira em Joinville também acotneceu um ato em denúncia aos projetos  que retiram direitos dos trabalhadores.

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