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Gilberto Carvalho ministra palestra sobre as ameaças do golpe aos direitos em Blumenau

12/07/2016

Com a presença de várias lideranças da região, evento debateu as ações necessárias para reagir contra o golpe e a retirada de direitos

Escrito por: Daisy Schio

Gilberto Carvalho, ex-ministro do governo Dilma Rousseff e ex-chefe de gabinete de Lula, esteve em Santa Catarina na última sexta-feira, dia 8 de julho, para ministrar uma palestra sobre a resistência contra o golpe de estado em curso no país e a ameaça da perda de direitos dos trabalhadores, como o recente equívoco de Robson Braga, presidente da Confederação Nacional da Indústria - CNI, onde ele fala em mudar lei trabalhista e cita jornada de 80 horas. O encontro que aconteceu em Blumenau reuniu lideranças de movimentos sociais e sindicais, além de líderes de partidos políticos de esquerda.

Para Carvalho, o momento pede compreensão de que é preciso construir coletivamente a atuação na luta contra o golpe. “Precisamos falar com as pessoas, alertar o nosso povo do que está ocorrendo. Nós vamos reagir bem, as pessoas querem conversar, querem saber o que está acontecendo. Um sozinho não faz tudo, precisamos da união. Vamos acabar com esse golpe, mas temos que tirar proveito dessa crise para dar qualidade ao nosso projeto”, disse.

Sobre a natureza do golpe Carvalho diz que é fundamentalmente de orçamento. “O que nós fizemos foi colocar a maioria da população no orçamento. Injetamos recursos que foram transformando a vida das pessoas. A elite suportou o Lula, um cara que para eles parecia um subalterno porque eles também estavam ganhando. Foi assim que o Lula praticou o que ele gosta muito, onde os pobres ganharam muito e os ricos também. Quando a crise chegou, ou você recolhia os projetos sociais ou você prioriza os ricos. A Dilma não se esqueceu dos pobres e isso deixou a elite e o mercado financeiro raivoso”, explicou.

O presidente do Partido dos Trabalhadores de Santa Catarina (PT-SC), Claudio Vignatti, disse que a ação e o debate de rua contra o golpe está cada dia mais vivo. “Nós conseguimos dialogar com a população, conseguimos reverter grande parte da opinião pública. A nossa foto que andava apagada, cada dia que passa está mais bonita, porque a sociedade já começou a reagir ao golpe, começou a entender o que está acontecendo. Quem não fez o enfrentamento na rua, agora está escondido, sem argumentos. E o nosso papel é disputar as ruas”, apontou.

A presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, também participou do seminário e disse que enquanto central, foram os primeiro a denunciar que havia um golpe no país, que este impeachment era para retirar à força uma presidenta eleita democraticamente.

“A nossa defesa enquanto classe trabalhadora é a denuncia que estamos vivendo um golpe. Denunciamos a retiradas de direitos, as mudanças que o Temer está tentando fazendo sobre os direitos das mulheres, dos trabalhadores, dos negros, LGBT e tantos outros. Nós precisamos assumir de que realmente precisamos chamar uma greve geral e faremos as mobilizações. Não reconheceremos governo golpista e não sentamos com ele para negociar”, ressaltou.

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