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CUT-SC repudia ação da polícia catarinense contra líderes do MST

08/02/2010

Reuniões de representantes dos movimentos sociais e comunidades na busca do esclarecimento e apoio a reivindicação de direitos, têm sido consideradas pela Polícia Militar e por uma parcela do...

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Reuniões de representantes dos movimentos sociais e comunidades na busca do esclarecimento e apoio a reivindicação de direitos, têm sido consideradas pela Polícia Militar e por uma parcela do Judiciário de Santa Catarina “coisas de bandido”, além de provocarem, por conseqüência, a criminalização dos movimentos sociais catarinenses.

Por esses motivos, a Central Única dos Trabalhadores de Santa Catarina (CUT-SC) manifesta seu repúdio à prisão dos líderes Altair Lavratti, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra de Santa Catarina (MST/SC), do militante Rui Fernando da Silva Júnior e da líder comunitária Marlene Borges, que estava grávida no momento da prisão ocorrida no dia 28 de janeiro, em Imbituba.

A alegação do poder público para as prisões são: esbulho possesório (tomada violenta de um bem), formação de quadrilha e incitação à violência – justificativas questionadas até mesmo por outras autoridades policiais do Estado de SC, uma vez que nenhum ato criminal tenha sido efetivado.

A área de 200 hectares, principal motivo das ações, pertence ao Governo Federal e foi cedida ao Governo do Estado para formação de uma Zona de Processamento de Exportações (ZPE) em 1996, que desde então está abandonada, mas com alto custo de manutenção aos cofres do Estado.

Nos últimos oito anos, houve um aumento considerável de violência e de criminalização dos movimentos sindicais e sociais no Estado. Como exemplo, temos as repressões sofridas por estudantes e servidores públicos, dentre outras categorias e instâncias dos movimentos sindicais e sociais. A CUT-SC, diante de vários enfrentamentos, sempre esteve presente com as lideranças na defesa da liberdade e autonomia de organização e condena qualquer forma de repressão por parte do Estado. Não podemos deixar que nosso direito de organização e luta de classes por uma vida melhor seja criminalizado, sobretudo diante de uma realidade onde tantos crimes provocados por líderes políticos não são se quer questionados. É preciso continuar a luta e exigir respeito.

 

CUT – Santa Catarina

Florianópolis, 03 de fevereiro de 2010


  

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