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Metalúrgicos de Jaraguá do Sul entregam ao sindicato patronal pauta de reivindicações da campanha salarial

29/11/2013

Reajuste salarial de 10%, licença maternidade de 180 dias e Vale Cultura são um dos pontos da pauta de reinvindicações dos metalúrgicos de Jaraguá do Sul

Escrito por: José Hélio Trincheira - Assessor de Imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos de Jaraguá do Sul

A data-base da categoria é em 1º de janeiro e o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos entregou nesta quarta-feira 27 de novembro, ao sindicato patronal, a pauta de reivindicações para a negociação coletiva de trabalho.

A pauta foi aprovada durante Assembleia Geral realizada na manhã do dia 23 de novembro, na Recreativa da entidade, e inclui, entre outros pontos, reajuste salarial de 10%, piso salarial de R$ 1.100,00, cumprimento da Norma Regulamentadora 12, que estabelece normas referentes ao maquinário das empresas de modo a garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores. "A categoria atendeu ao chamado do Sindicato, compareceu em bom número e sentimos a grande expectativa em relação ao reajuste salarial, a partir de 1º de janeiro de 2014, e à melhoria das condições de trabalho", avalia o presidente Silvino Volz.

O presidente do Sindicato destaca ainda a proposta de ampliação da licença maternidade para 180 dias: "Esse tema está sendo discutido em nível nacional, várias categorias têm obtido essa conquista para que a mãe possa ter um cuidado melhor com o seu filho, principalmente nos primeiros dias de vida, e a criança tenha uma condição de saúde bem melhor", defende Silvino. As mulheres representam aproximadamente 18% da categoria metalúrgica, na microrregião. "Aqui, lutamos para que as trabalhadoras metalúrgicas também sejam atendidas, nesse momento", reforça, citando ainda a necessidade das empresas e do poder público assumirem o compromisso na construção de mais creches - o déficit de vagas é de mais de 800 crianças.

A proposta a ser negociada com o sindicato patronal também inclui a alteração no pagamento das rescisões de contrato de trabalho. Segundo Silvino Volz, algumas empresas apresentaram cheque sem saldo, em 2013. "Isso não podemos aceitar, quando as rescisões forem pagas, queremos que seja com cheque administrativo, assim essa situação não ocorrerá mais", explica o presidente. A pauta de reivindicações também aborda a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais - "uma bandeira bastante antiga da CUT e que estamos incorporando na negociação coletiva", lembra Silvino -, e o Vale Cultura, que possibilita aos trabalhadores desconto no pagamento de cinema, teatro, em livrarias, etc. "Esperamos que as empresas apreciem as reivindicações, vamos fazer uma grande mobilização da categoria para termos uma boa negociação", resume.

NR 12 - O diretor do Sindicato, Marcondes Frontório, destaca o cumprimento da NR 12 no rol de reivindicações: "A Norma Regulamentadora tem força de Lei e muitas empresas não a cumprem, algumas pediram mais cinco anos de prazo para atualizarem o parque fabril. Esse debate acontece em nível nacional e o empresariado quer a aplicação da NR12 de 2010 para frente, ou seja, só as máquinas mais novas", conta Marcondes, que é diretor do Departamento Metalúrgico da CUT/SC. "Os empresários dizem que é inviável aplicar a NR 12 em máquinas com 30, 40 anos de uso, mas sabemos que são essas máquinas que mais matam a mutilam os trabalhadores no Brasil" critica, citando levantamento feito recentemente que coloca o setor metalúrgico em segundo lugar no número de acidentes de trabalho - perde apenas para os enfermeiros e outros profissionais de saúde. "É preciso melhorar muito", denuncia. 

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