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Prefeito de Florianópolis privatiza os almoxarifados da prefeitura

20/11/2017

Alegando alto custo de manutenção, o prefeito Gean Loureiro (PMDB), de Florianópolis, entrega gestão dos almoxarifados nas mãos de empresas privadas

Escrito por: Silvia Medeiros (Sintrasem)

Alegando alto custo de manutenção, o prefeito Gean Loureiro (PMDB) entrega gestão dos almoxarifados nas mãos de empresas privadas. Com um contrato de mais de R$ 14 milhões, a licitação dos almoxarifados está em processo de habilitação e a previsão é que, até início do ano de 2018, uma empresa privada seja a responsável por toda a logística e cuidado com os produtos comprados com verbas públicas.

O descaso dos prefeitos com o investimento e cuidado dos almoxarifados não é novidade em nenhuma administração. Há anos que a logística de armazenamento dos materiais usados pelas secretarias não são tratados com o devido cuidado e importância. O que era um problema crônico de desinteresse dos prefeitos e descaso com o serviço público agora vai para as mãos da iniciativa privada, seguindo a lógica de privatização em que um serviço é sucateado e depois "vendido" para empresas terceirizadas.

O prefeito Gean Loureiro, através da Secretaria de Administração, emitiu uma nota alegando altos custos de manutenção deste serviço. Sem investimento e com estruturas caindo, apenas duas das sedes dos almoxarifados não são alugadas. Um dos espaços é cedido pelo Governo do Estado – mas está interditado, pois a estrutura do teto se rompeu há mais de um ano e os serviços tiveram que ser transferidos para outro local alugado.

Depósito da Santos Saraiva no Estreito, interditado há mais de um anoA promessa de prefeitos anteriores e do Gean era de unificar o espaço, mantendo os serviços num único prédio da prefeitura, para não onerar os cofres públicos com alugueis. A proposta nunca saiu do papel!

Sem fazer o prometido, Gean agora privatiza os almoxarifados, cujos trabalhadores não sabem exatamente quais serviços farão dentro das secretarias que estão lotados. A logística de distribuição dos materiais também não está clara. O edital de licitação informa que a prefeitura disponibilizará área de sua propriedade, que fica na Rua Heitor Blum, no Estreito, para uso da empresa privada. Outros espaços ficam a critério da empresa, que podem  trabalhar até fora de Florianópolis – o que economiza para a empresa privada, mas dificulta a agilidade nas entregas e o atendimento nas secretarias, escolas e postos de saúde.

Das quatro empresas que estão em processo de habilitação, duas possuem sede em Santa Catarina (uma em Palhoça e outra em Itajaí). As outras duas são do Sudeste, de Minas Gerais e São Paulo. Em uma simples procura na internet, o amplo histórico de processos trabalhistas já nos mostra o descaso de algumas destas empresas com o direito do trabalhador.

Exemplos de privatização na Prefeitura já demonstram a precarização dos serviços. Ao invés de investir em sedes e sistemas que garantam um melhor serviço de logística, o prefeito entrega mais um serviço importante para a iniciativa privada, o que invariavelmente resulta na precarização no atendimento. Exemplos não faltam, como a privatização dos serviços de limpeza e das cozinhas das escolas. Com um salário baixíssimo, o índice de rotatividade é grande e faz com que a qualidade nos serviços oferecidos à população também caia.

O Sintrasem é contra a privatização dos serviços públicos e vai denunciar as ações privatistas de Gean! Dinheiro público é para serviços públicos!

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