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Trabalhadores da Comcap estão em estado de greve

09/11/2017

Nesta quarta-feira, dia 8 de novembro, a categoria votou pelo estado de greve após discutir a proposta da prefeitura para a data-base e considerá-la insuficiente

Escrito por: Sílvia Medeiros (Sintrasem)

 

Mais uma vez, o governo Gean ataca a luta dos trabalhadores da COMCAP e o serviço público. Passados quatro meses da transformação da COMCAP em autarquia, nada melhorou, pelo contrário. Caminhões quebrados, falta de equipamentos, horas extras cortadas deixando lixo na rua e pressões das diretorias. Estas práticas vêm se tornando cada vez mais comuns na rotina do trabalhador.

Nesta quarta-feira, dia 8 de novembro, a categoria votou pelo estado de greve após discutir a proposta da prefeitura para a data-base e considerá-la insuficiente.

Uma nova assembleia será realizada dia 14/11 para deliberar sobre a greve, caso as negociações não avancem.

O prefeito sabe o tamanho da nossa força, mas parece “se esquecer” disso na hora de negociar com a categoria.

Chegou a hora de lembrá-lo mais uma vez que não aceitaremos a retirada de direitos conquistados à base de tanta luta; exigimos uma data-base que valorize os trabalhadores que prestam um serviço de qualidade à população de Florianópolis, um dos melhores do país!

POR QUE  OS TRABALHADORES APROVARAM O ESTADO DE GREVE?

1 - CONTRA A AUTARQUIA

A transformação da Comcap em autarquia foi um dos maiores golpes já dados contra a empresa. Em julho, fizemos uma das maiores greves da história para enfrentar a decisão do prefeito, que não apresentou a proposta para a categoria e aprovou de maneira truculenta. A mudança para autarquia prepara a divisão da categoria com outro plano de carreira para os novos trabalhadores, com piso rebaixado e sem os mesmos direitos que temos hoje. Querem nos dividir para nos enfraquecer!

2 - REAJUSTE E INFLAÇÃO

A proposta da prefeitura para o reajuste dos trabalhadores é insuficiente. Exigimos a reposição integral das perdas salariais pelo maior índice e aumento real para recompor nosso poder de compra. Em 2017 o preço do gás subiu 15,58% e a energia   sofreu um tarifaço na bandeira vermelha com aumento de 43%! Estes dois, segundo a FGV, são os que mais impactam nas famílias de baixa renda. Ou seja, a proposta da prefeitura de INPC a partir de janeiro e com parcelamento do retroativo traz perdas salariais para os trabalhadores.

3 - FROTAS E EQUIPAMENTOS

Na mesa de negociação,  mesmo estando de acordo com nossa cláusula e apresentando um plano detalhado de compra de equipamentos e renovação da frota, a direção da empresa não colocou no papel o que falou na negociação, ou seja, não há nada de concreto ou que esteja realmente garantido. Queremos a renovação da frota e dos equipamentos discriminados em nosso acordo, e não cláusulas genéricas para nos enrolar.  Exigimos investimentos na Comcap!

4 - ACORDADO x LEGISLADO

A reforma trabalhista que passa a vigorar em 11 de novembro criou margem para uma nova manobra dos patrões. Agora, acordos de “comissões de trabalhadores” poderão     atropelar acordos coletivos, gerando brechas para mais pressão e o desmonte dos direitos conquistados historicamente. Nossas decisões são tomadas democraticamente, com todos os trabalhadores, exigimos que isso esteja em nosso acordo. Não aceitaremos acordos em separado!

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