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Congresso do Sinte destaca necessidade de Resistir e Lutar Contra Ataques à Educação

21/06/2017

Congresso do Sinte teve palestrantes Márcio Pochmann e Daniel Cara e Tico santa Cruz que ainda realizou um show acústico

Escrito por: Informa Editora

Resistir e lutar em defesa da democracia e contra os ataques à educação foi o tema e ao mesmo tempo a conclusão do XI Congresso Estadual do Sinte de Santa Catarina, ocorrido de 15 a 17 de junho, na Sociedade Cultura Artística. Essa foi a primeira vez que Jaraguá do Sul sedia o evento, que reuniu cerca de 600 delegados de todo o Estado e palestrantes de renome na área da Educação e da militância, como o economista Márcio Pochmann, professor Daniel Cara, entre outros, assim como políticos que se identificam com a luta dos trabalhadores e trabalhadoras em Educação.

Durante os três dias de Congresso teve conferências, grupos de estudos e resoluções e atividades culturais. O cantor e compositor Tico Santa Cruz, ao final do primeiro dia do Congresso, também falou em favor da luta dos professores e fez um pequeno show acústico acompanhado do músico Renato Rocha. O Grupo Boi de Mamão da Escola do Rio Molha e o Moconevi (Movimento Negro do Vale do Itapocu) também se apresentaram. Na solenidade de abertura, dia 15, o Congresso contou com as presenças da presidente da CUT-SC, professora Anna Julia Rodrigues, dos deputados federais Pedro Uczai e Décio Lima, estaduais Luciane Carminatti, Ana Paula Lima e Dirceu Dresch, todos do PT, e do professor Márcio de Souza, militante na luta contra o racismo.

Garantia de direitos - Consolidar as bases, fortalecer as lideranças e debater o futuro dos direitos e garantias dos trabalhadores e das trabalhadoras foram os assuntos abordados em todos os grupos temáticos. Teve palestras sobre Reorganização Sindical;  Financiamento da Educação em tempos de golpe; Conservadorismo e os ataques às minorias na escola; Reforma do Ensino Médio; As Perspectivas de Carreira do Magistério a partir das modificações da legislação e a implementação da Lei 10.639, que trata sobre o racismo.

Educação tem que ser gerida por pedagogos - O coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, professor Daniel Cara falou sobre "A Reconstrução da Educação Pública no Brasil" e considerou como prioridade a valorização do professor para que a educação realmente evolua. Segundo ele, é necessário que a educação seja gerida por pedagogos e não por pessoas que jamais pisaram em uma escola pública. “E inaceitável o amadorismo pedagógico que temos hoje em dia e a educação não pode estar a serviço da economia”, avalia Cara. Outra coisa que não podemos aceitar, segundo o professor, é que o povo não cabe no orçamento público. A defesa do profissional da Educação é o fator mais importante para um ensino promissor para os estudantes.

Brasil deixou de ser protagonista com o golpe - A "Resistência da Classe Trabalhadora" foi o tema da conferência do economista Mário Pochmann que atribuiu o golpe a fatores internos e externos. De acordo com ele, o Brasil, com o golpe, deixou de ser um país protagonista e voltou a ser desacreditado pela política que está praticando atualmente. Antes do golpe, o Brasil era protagonista no cenário mundial, participativo e cada vez mais distante dos Estados Unidos, que pouco tem a oferecer ao nosso País.

“Os golpistas de aproximaram novamente dos Estados Unidos”, lamenta o professor, que acredita na capacidade de se gerar mudanças através do caos, como já ocorreu no Brasil em outras épocas. Como fator interno do golpe ele atribui ao fato de que o Brasil estava combinando democracia, crescimento econômico e distribuição de renda, o que incomodou as elites, que se uniram em favor do golpe, gerando ódio de classes.

Sempre respeitei os professores - O cantor e compositor Tico Santa Cruz agradou a plateia não apenas por sua música. Ele falou a favor da necessidade de valorização do professor e sobre o desmonte e sucateamento da Educação. Crítico da chamada Escola sem Partido, Tico Santa Cruz contou ao público que nunca foi um bom aluno e chegou a trocar de escola por sete vezes, “mas nunca desrespeitei os professores”.  Ele é a favor que se discuta temas polêmicos em sala da aula, como identidade de gênero, racismo e pobreza, por exemplo. De acordo com ele, estas não são questões de quem é de esquerda, mas sim de quem é cidadão.

Tico Santa Cruz defende ainda o acolhimento, a boa vontade e a amor entre as pessoas e que o papel do artista não é apenas oferecer entretenimento, mas também fazer política social. Ao final do espetáculo, puxou o coro de "Fora Temer", acompanhado de toda a platéia. Ele também apresentou sua nova música: “Brother”.

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