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Trabalhadores optam por receber acerto parcelado

06/04/2017

A proposta foi aceita por unanimidade dos mais de 200 trabalhadores presentes na assembleia

Escrito por: Andrieli Trindade

Foi com aplausos, lágrimas, abraços e cumprimentos que mais uma assembleia difícil de ser feita foi concluída no dia 6 de abril. Com um público de mais de 200 pessoas, a proposta de rescindir de forma parcelada os contratos de trabalho da empresa Kaefer/Globoaves de Lindóia do Sul foi aprovada por unanimidade.

A rescisão será feita sem justa causa, garantindo direitos como férias e 13º proporcionais, aviso prévio indenizado e outros. No caso da multa de 40% sobre o saldo do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), a empresa fará o pagamento até o término do parcelamento das verbas rescisórias.

O pagamento devido aos trabalhadores no ato da demissão será parcelado, podendo variar entre uma e 12 parcelas, porém a mesma não poderá ficar abaixo do piso da categoria que é de R$ 1.104,00, exceto a última parcela que será composta pelas verbas remanescentes. Da 1ª até a quarta parcela, o valor será dividido, sendo 50% no dia 10 e 50% dia 25 de cada mês iniciando em 10 de abril de 2017. A partir da quinta parcela, o pagamento será feito em parcela única, sempre no dia 10 de cada mês.

“Mesmo com a aprovação do parcelamento das verbas rescisórias, o trabalhador poderá buscar na justiça possíveis valores que achar que tem direito”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Concórdia e Região - SINTRIAL, Jair Baller.

O desligamento de 225 trabalhadores da empresa se deu pelo motivo da mesma não ter previsão de retomar as suas atividades. “A Kaefer/Globoaves está em processo de recuperação judicial, foi atingida pela alta do milho, já deu férias coletivas por dois anos consecutivos, recorreu ao Bolsa qualificação Profissional e recentemente, quando tinha a visita de interessados em reativas as atividades marcada, a operação “Carne Fraca” da Polícia Federal, amplamente abordada pela mídia atrapalhou as negociações da empresa que não tem mais condições de pagar o trabalhador parado como vinha fazendo há quatro meses”, explica Baller.

Mas, nem tudo está perdido. Antes mesmo da assembleia ser realizada, o presidente do sindicato recebeu contatos de agroindústrias da região e de uma cooperativa que estão interessados em admitir os trabalhadores da Kaefer/Globoaves. “Não é nada fácil para mim, enquanto presidente do SINTRIAL, presidir uma assembleia com esse teor, porém, quando informei da procura das empresas, notei o semblante dos trabalhadores mudar. É bom saber que em um momento crítico como o que estamos enfrentado, há espaço no mercado de trabalho para esse pessoal”, relata.

O SINTRIAL está conduzindo e acompanhando de perto todo o processo e irá fiscalizar o pagamento do que é de direito a cada trabalhador, juntamente com o Ministério Público do Trabalho.

A empresa não irá fechar suas portas totalmente. Cerca de 40 trabalhadores permanecerão em atividade. Eles fazem parte da área administrativa, do recursos humanos e manutenção.

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