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A luta é de classes e a única saída é resistir

09/03/2017

Movimento sindical e Jaraguá do Sul realiza seminário e debate a Reforma da Previdência do Temer

Escrito por: Sergio Honrich

O movimento sindical de Jaraguá do Sul e Região está unido contra a retirada de direitos. No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Intersindical promoveu Seminário para debater a Reforma da Previdência, que atinge de forma drástica todos os trabalhadores, em especial as mulheres, que têm até tripla jornada, ganham menos e são historicamente discriminadas nos locais de trabalho.

A Previdência não tem déficit - A Previdência Social não tem déficit e a única saída para barrar o fim de nossa aposentadoria é a luta. Essa foi a conclusão do Seminário sobre "Reforma da Previdência: sua Aposentadoria Acaba Aqui", realizado na manhã do dia 8 de março no auditório do Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário e promovido pela Intersindical de Trabalhadores de Jaraguá do Sul e Região, com a participação de mais de 150 dirigentes sindicais e trabalhadores das mais diversas categorias. Os palestrantes Matusalém dos Santos (advogado especialista em aposentadoria) e Maurício Mulinari (economista do Dieese) explicaram, de forma didática, o que pretende o governo Temer e como a Reforma da Previdência pode interferir, para pior, na vida das trabalhadoras e trabalhadores de todo o Brasil, que vão ficar nas mesmas condições da década de 30.

O principal objetivo do Seminário foi o de informar sobre o que realmente está por trás da Reforma da Previdência e porque ela é prejudicial à classe trabalhadora. O advogado Matusalém dos Santos provou que, ao contrário do que diz a mídia, não existe déficit da Previdência. O governo usa argumentos falsos, promove um debate desonesto intelectualmente e apresenta uma forma de cálculo que nenhum país do mundo já fez. E esconde que a única intenção é acabar com a aposentadoria dos trabalhadores e diminuir drasticamente os ganhos dos aposentados.

Na avaliação do advogado, o resultado dessa Reforma vai aumentar a miséria da população porque milhares de pessoas jamais vão conseguir se aposentar e, quem conseguir, terá seu aposento reduzido. Com a falta de dinheiro, haverá diminuição do consumo de bens básicos e, consequentemente, o fechamento de muitas pequenas empresas e comércios de bairro. Só vão ganhar com a Reforma os bancos, os planos de saúde privados e as grandes corporações, a maioria internacionais. “Querem matar nossa Previdência para dar clientes aos bancos, que são os principais financiadores dos seguros de vida e previdências privadas”, afirma o advogado, que acredita na retomada do processo de conscientização do povo para barrar a Reforma da Previdência e todas as outras reformas em curso propostas pelo governo Temer.

Contrarreforma da Previdência é golpe para tirar dos pobres e dar aos ricos - O economista Maurício Mulinari fala em contrarreforma. Garante que, com a "reforma do Temer", haverá uma redução no valor dos benefícios, de 25% a 35%, mesmo para quem conseguir se aposentar. De acordo com ele, 60% da população economicamente ativa recebem salário mínimo e dificilmente esse contingente conseguirá se aposentar. Para se aposentar, a nova regra diz que é necessário ter 65 anos de idade (no mínimo) e 49 anos de contribuição. Se a expectativa de vida aumentar, aumenta a idade mínima e o tempo de contribuição. Isso vale para todas as categorias, para as mulheres e para os homens. Com as novas regras, acaba a aposentadoria especial (para quem trabalha em atividade de risco e muito desgastante, como mineiros e professores, por exemplo). A reforma do Temer ignora que a expectativa de vida muda de região para região. "Você pode trabalhar até morrer ou morrer trabalhando", advertiu Mulinari.

Além da Contrarreforma da Previdência, o economista também falou sobre a Contrarreforma Trabalhista, que já está no Congresso Nacional. O que vai acontecer se for aprovada? Os direitos conhecidos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) não mais existirão. Por exemplo: as férias poderão ser parceladas em três vezes; a jornada semanal será de 48 horas e a jornada diária, de até 12 horas; fim das horas extras; e o contrato temporário, que hoje é de 90 dias, passa para 120 dias. Quem quiser entrar na Justiça com ação trabalhista deve fazê-lo em três meses, hoje ainda são dois anos. E as negociações poderão ser feitas individualmente, sem a intermediação dos Sindicatos de Trabalhadores. Na avaliação do economista, os grandes empresários querem a diminuição da capacidade de resistência e de luta do trabalhador para explorar ainda mais. “A luta é de classes e a única saída é resistir”, concluiu.

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