Presente
nos 293 municípios do Estado, presente na vida dos catarinenses, apoiando
as micros e pequenas empresas, presente na vida do pequeno investidor e do
pequeno produtor rural, facilitando-lhes o acesso ao mercado financeiro,
presente nas famílias de seus mais de 3 mil empregados.
E
se ele está presente, é porque os catarinenses provaram que o banco é
viável e fundamental para nosso Estado. A luta dos sindicatos em defesa
do nosso banco levou trabalhadores e movimentos sociais às ruas, quando o
governo Amin iniciou a dilapidação do banco, buscando sua privatização.
Também foi a confiança e a aposta do povo de Santa Catarina que ajudou a
manter o BESC público, mesmo que federalizado, a despeito das privatizações
absurdas e realizadas através de processos duvidosos, promovidos pelo
governo de Fernando Henrique Cardoso.
Por
isso, os catarinenses merecem comemorar os 43, 44, 45, 50, 100 anos do
BESC como banco público, que pertença ao estado e possua uma gestão
democrática, transparente e profissional.
Seus
43 anos estão sendo comemorados num processo de recuperação. Mas o BESC
precisa mudar mais e de forma definitiva. O compromisso assumido pelo
governo estadual e federal, de manter o banco público, deve ser
reafirmado. E a posição política destes governos deve se transformar em
ação concreta, com a retirada do banco do Plano Nacional de Desestatização
(PND). As privatizações no Brasil não foram estancadas. O processo no
Banco do Estado do Ceará (BEC) está em andamento.
Mais
uma vez, será a voz e a ação da sociedade que garantirá o BESC público
e dos catarinenses. A pressão dos empregados, a pressão popular, a ação
dos políticos nas câmaras de vereadores e na Assembléia Legislativa, a
reivindicação das associações empresariais e do setor agrícola, e as
manifestações dos movimentos sociais devem exigir do presidente Lula e
do governador Luiz Henrique o fim do processo de privatização.
Os
empregados do BESC, os sindicatos de bancários da FETEC-CUT e a Confederação
Nacional dos Bancários estão juntos nessa luta. Exigem do governo
federal mudanças administrativas fundamentais para sepultar a política
da privatização, como o afastamento de diretores do Banco Central que
ainda atuam no BESC. Modernizar o banco, melhorar o atendimento à população
e valorizar os seus trabalhadores são ações indispensáveis para um
banco catarinense forte e saudável.
Jacir
Antonio Zimmer, Coordenador da Federação dos Trabalhadores em Empresas
de Crédito do Estado de Santa Catarina