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SANTA CATARINA

 

                                


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Condenação enérgica ao golpismo, afirmação do Brasil e da democracia

Por: CUT

A denúncia do golpismo de direita, caracterizado fundamentalmente pela campanha difamatória da mídia para desestabilizar politicamente o governo, a fim de “derrubá-lo ou sangrá-lo” até as eleições de 2006 é, antes de mais nada, uma responsabilidade democrática de todos os que têm compromisso com o Brasil.

 

Como nos lembra o Aurélio, “golpe é manobra desonesta, com o fim de enganar, prejudicar, roubar alguém”. Com a manobra, tentam transformar Jefferson de réu em vítima, de investigado em acusador, municiando o ainda deputado para que dispare a esmo contra o governo com o objetivo de ferir de morte o projeto democrático-popular que o elegeu.

 

Para isso, adotaram a cartilha da desqualificação permanente das lideranças do PT, do próprio partido, e também de Lula, apresentados sistematicamente como incapazes. Mas o que importa, queiram ou não esses senhores da direita, é que o PT foi, é e seguirá sendo uma referência ética e de luta no Brasil, na América Latina e no mundo.

 

Já nas bancas, o projeto de desconstrução do governo vem contaminando as maiores publicações, seja de forma clara ou obtusa, direta ou subliminar. A manipulação vem desde a pauta, onde via de regra os denunciantes são escolhidos a dedo. Para o vale tudo da comunicação transformada em mercadoria, a fonte pode ser um deputado flagrado no envolvimento com atos ilícitos ou uma ingênua secretária denunciada por extorsão.

 

A armação passa pela escolha das fotos, viaja no duplo sentido de olhos e legendas, toma as letras garrafais e salta para fora de suas manchetes. São acusações e insinuações recheadas do mais atroz e asqueroso preconceito.

 

É piada de salão ver gente que assaltou os cofres públicos durante décadas, que fez fama e lama parasitando o Estado, sangrando o dinheiro público para fins privados, agora tentar se passar de vestal da moral e dos bons costumes, como verdadeiros paladinos da honra e da moral da sociedade.

 

O que é a capa da Revista Veja, com a figura do presidente se rompendo, senão golpismo escarrado? A publicação, de fio a pavio, é uma afronta às normas mais elementares da liberdade de imprensa, onde aos acusados são fechados todos os espaços.

 

No fundo, a elite quer passar que o popular é “feio, sujo e malvado”, parafraseando título de um filme italiano de Ettore Scola. Sendo assim, caberia à plebe manter-se em seu canto na senzala. A Casa Grande, isso é, os palácios de Brasília, teriam sido feitos para eles, gente elegante, bonita e “incorrupta”.

 

Erram aqueles à esquerda e à direita que, simplificando a complexidade da luta política, e o inegável papel desempenhado pelo governo brasileiro na afirmação da soberania nacional, dizem não haver golpe, já que não temos à vista uma quartelada. Ele está apenas travestido e mais sofisticado. Vem em páginas coloridas.

 

Honrando seus princípios históricos, a CUT condena qualquer forma de desvio de recursos públicos, exige a rigorosa investigação e punição exemplar dos envolvidos em todos os atos de corrupção, incluindo a escandalosa venda do patrimônio público nacional ao estrangeiro pelo governo FHC e a compra de deputados para a reeleição.

 

* João Antonio Felício é secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores 

 

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